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Geral· 14 de junho de 2026· 1 min de leitura

Tatu-bola, inspiração de mascote da Copa, segue ameaçado

Animal brasileiro corre risco de extinção mais de uma década após ser símbolo da Copa de 2014.

Redação Giro BR· atualizado em 23 de junho de 2026
Tatu-bola, inspiração de mascote da Copa, segue ameaçado

Doze anos após inspirar o mascote Fuleco na Copa do Mundo de 2014, o tatu-bola, espécie nativa do Brasil, continua em grave risco de extinção. O animal, menor que uma bola de futebol e com ocorrência restrita ao território brasileiro, já era considerado ameaçado na época do evento esportivo.

Próximo da Copa de 2026, a situação do tatu-bola não apresentou melhoras significativas. Segundo a Associação Caatinga, organização dedicada à conservação do bioma Caatinga, o tatu-bola perdeu aproximadamente 50% de sua área natural de ocorrência nos últimos 27 anos.

A perda de habitat é um dos principais fatores que contribuem para o declínio da população do tatu-bola. A expansão de atividades humanas, como a agricultura e a pecuária, tem levado à destruição e fragmentação de seu ambiente natural.

O tatu-bola é conhecido por sua capacidade de se enrolar em uma esfera quando se sente ameaçado, característica que lhe rendeu o nome e inspirou a criação do Fuleco, o tatu-bola que representou a Copa do Mundo no Brasil.

Apesar de ter sido um símbolo de divulgação para a espécie durante a Copa, o evento não resultou em avanços concretos para a sua conservação a longo prazo. A atenção gerada pelo mascote não se traduziu em medidas efetivas e duradouras para proteger o animal.

A Associação Caatinga trabalha em iniciativas para reverter o quadro, buscando a preservação do bioma e de suas espécies, incluindo o tatu-bola. Contudo, a escala do problema exige esforços contínuos e amplos.

A situação atual do tatu-bola reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e de maior conscientização sobre a importância da conservação da fauna brasileira. O futuro do animal, que um dia foi estrela de um evento mundial, ainda é incerto.

Com informações de G1 (Globo).

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