Motta pressiona governo a retirar urgência de PL; PLP dos combustíveis aguarda
Deputado Hugo Motta afirma que articula com o Executivo a retirada da urgência de projeto sobre jornada de trabalho para destravar votação de PLP que trata de combustíveis.

O deputado Hugo Motta (Republicanos-SP) declarou que está trabalhando para que o governo federal retire a urgência de um projeto de lei que trata da jornada de trabalho (o chamado 6x1). A articulação visa destravar a votação de um outro projeto, a Proposta de Lei Complementar (PLP) que trata da tributação de combustíveis, atualmente parada.
Motta explicou que a urgência de um projeto impede a votação de outros na Câmara dos Deputados. Ele argumenta que, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do mesmo tema da jornada de trabalho, a urgência do PL específico se torna desnecessária.
"Eu tenho tentado junto ao governo que essa urgência seja retirada, até porque nós já aprovamos a PEC", disse o parlamentar, indicando que a medida é um obstáculo para o andamento de outras pautas importantes.
A retirada da urgência do PL sobre o 6x1 é vista como um passo fundamental para que a PLP dos combustíveis possa avançar no Congresso. A expectativa é que, com a liberação desse entrave, o texto sobre a tributação de combustíveis ganhe celeridade.
O PLP dos combustíveis tem como objetivo redefinir a forma como impostos sobre gasolina, diesel e outros derivados são cobrados. A discussão gira em torno da unificação e simplificação da cobrança, buscando maior previsibilidade para o mercado e para o consumidor.
A articulação política em torno desses projetos demonstra a complexidade do trâmite legislativo, onde a urgência de uma matéria pode impactar diretamente o andamento de outras, especialmente em um cenário de negociações entre Executivo e Legislativo.
A decisão final sobre a retirada ou manutenção da urgência do PL do 6x1 caberá ao governo, que até o momento não atendeu ao pedido do deputado Motta. A movimentação indica a importância da pauta dos combustíveis para o governo e para o setor produtivo.
Com informações de InfoMoney.
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