Florianópolis amplia cerco à rã-touro, espécie invasora que ameaça biodiversidade local
Anfíbio exótico e voraz, com alta capacidade reprodutiva, representa perigo à fauna nativa e leva órgãos ambientais da capital catarinense a intensificar o combate à espécie.

Florianópolis intensificou o monitoramento da rã-touro (Aquarana catesbeiana), espécie exótica invasora que ameaça a biodiversidade local. A presença do anfíbio, registrado em áreas da capital catarinense, especialmente no bairro Ratones, acendeu um alerta entre as autoridades ambientais.
Com seu som grave, que lembra o mugido de um boi, a rã-touro é uma predadora voraz. Ela se alimenta de anfíbios nativos, aves e pequenos répteis, desequilibrando ecossistemas e podendo levar à extinção de espécies locais, que não desenvolveram defesas naturais contra o invasor.
O potencial reprodutivo da rã-touro agrava consideravelmente o cenário. Cada fêmea pode depositar até 20 mil ovos, garantindo rápida proliferação e dificultando o controle. Esse ritmo acelerado de reprodução permite a ocupação veloz de novos territórios e aumenta a pressão sobre a fauna autóctone.
A invasão da rã-touro não é um problema isolado de Florianópolis, alertam especialistas ambientais. A espécie já provoca impactos em diversas regiões do Brasil, para onde foi introduzida inicialmente para ranicultura. Contudo, os animais escaparam dos criadouros e se espalharam pela natureza.
O monitoramento intensificado pelas autoridades busca mapear a ocorrência da espécie e implementar estratégias de contenção. Entre as medidas estão a remoção manual dos anfíbios e a educação da população sobre os riscos. O objetivo é proteger a fauna nativa e evitar prejuízos ecológicos e econômicos para a região.
A colaboração da comunidade é fundamental nesse processo. Identificar e reportar a presença do animal pode auxiliar significativamente o esforço de controle, sendo um pilar para o sucesso das ações.
Com informações de O Antagonista.
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